OS DESAFIOS E AS POSSIBILIDADES DOS DIREITOS HUMANOS NO SISTEMA PENAL
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Resumo
O presente trabalho aborda, de forma objetiva, a problemática da superlotação do sistema prisional brasileiro, evidenciando como o crescimento contínuo da população carcerária resulta de políticas criminais centradas na punição, em detrimento da reabilitação. Observa-se, ainda, que grande parte dos presos aguarda julgamento, contribuindo para a precarização das condições de vida dentro das unidades. Desse modo, o objetivo geral desta obra é analisar como as violações de direitos humanos, especialmente nas áreas de saúde, dignidade e acesso a serviços básicos, agravam o quadro prisional e dificultam a ressocialização. A discussão fundamenta-se em autores que tratam das interfaces entre direitos humanos, saúde e políticas penais, como Romanini (2022), Malvasi (2022), Japiassú (2022) e Rasanathan et al. (2017). Esses estudos reforçam a necessidade de assegurar condições dignas às pessoas privadas de liberdade, garantir atendimento médico e psicológico e promover acesso à educação como ferramenta essencial de reintegração social. Também se destaca a relevância das políticas públicas de saúde desde a década de 1980, quando os direitos humanos passaram a compor agendas internacionais, especialmente no enfrentamento das desigualdades e práticas discriminatórias. A metodologia utilizada consiste em pesquisa bibliográfica e análise documental, permitindo compreender, por meio de dados e referenciais teóricos, as limitações estruturais do sistema prisional e os impactos da extinção de serviços especializados, como as Equipes de Avaliação e Acompanhamento de Medidas Terapêuticas voltadas a pessoas com transtornos mentais. Na análise e discussão dos resultados, verifica-se que a precariedade estrutural, somada à falta de políticas de cuidado e proteção, contribui para a violação sistemática de direitos e para a reincidência criminal.
As considerações finais apontam que a superlotação e a insalubridade carcerária não serão superadas sem a implementação de políticas centradas na dignidade humana, na saúde, na educação e na garantia de julgamento célere e justo.
Palavras-chave: sistema prisional; direitos humanos; saúde pública; ressocialização; políticas criminais.